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7 estratégias práticas para crescer mesmo em tempos de crise

Descubra ações reais para manter o crescimento empresarial e adaptar processos diante de desafios econômicos atuais.

Momentos de incerteza assustam. Planos são adiados, decisões parecem mais pesadas, e todo mundo sente um friozinho na barriga quando pensa em futuro. Mas e se, em vez de frear, você pudesse avançar? Crescer durante a crise pode soar impossível, mas há empresas e pessoas que conseguem. Como? Usando estratégias simples, mas que fazem um baita impacto.

Este artigo mostra sete caminhos que ajudam a transformar obstáculos em motores de crescimento. Prepare-se: nada de jargão difícil, nem promessas mirabolantes. Só atitudes que qualquer pessoa dedicada pode adotar, mesmo nas piores tempestades econômicas.

Crescer quando tudo vai bem é comum. Crescer em tempos difíceis mostra coragem e visão.

1. repense custos, mas sem cortar o que gera valor

Quando a crise chega, a tendência imediata é cortar tudo e esperar a tempestade passar. Mas, cuidado: nem todo custo é igual. Alguns gastos são, na verdade, investimentos que mantêm o negócio em pé, atraindo e retendo clientes.

  • Mapeie todos os custos. Coloque na ponta do lápis desde o café até projetos mais robustos. Separar o que pode ser reduzido (sem impacto direto) daquilo que sustenta a entrega ao cliente faz toda diferença.
  • Negocie contratos. Aluguel, serviços, fornecedores: tudo pode ser renegociado. Não hesite em pedir descontos ou condições melhores. Muitas vezes, só de pedir você já ganha algo.
  • Corte desperdícios, não diferenciais competitivos. Não adianta economizar uns trocados sacrificando o que faz você ser escolhido pelo cliente.

Imagine uma pequena padaria. Em 2020, durante a pandemia, ela cortou gastos em embalagens luxuosas não reutilizáveis e investiu em aplicativos de entrega. O faturamento subiu, mesmo com menos clientes presenciais. Não ficou só enxuta, ficou mais assertiva.

Nem sempre o segredo está em ter menos. Às vezes, está em priorizar melhor.

2. fortaleça relacionamentos: colaboradores, clientes e parceiros

Crises afastam pessoas. Todos se preocupam com si mesmos, e a empatia diminui. Mas justo agora é preciso se aproximar.

Cuide do seu time

  • Comunique-se com honestidade. Quem trabalha ao seu lado precisa saber da situação, senão a incerteza paralisa.
  • Reconheça esforços extras, nem que seja com palavras. Pequenos gestos conseguem manter a motivação alta, mesmo quando não há espaço para bônus ou aumentos.
  • Crie canais para ouvir ideias e opiniões. Durante turbulências, seu time enxerga detalhes que só aparecem no dia a dia.

Esteja presente para os clientes

  • Converse. Não precisa falar apenas de vendas, mas demonstrar apoio genuíno nas dificuldades que eles também enfrentam.
  • Faça follow-up após a entrega de serviços. Muitos abandonam o cliente depois da venda – é um erro, principalmente em períodos delicados.

Pessoas compram de quem confiam. E confiança se constrói nas horas difíceis.

Parcerias e alianças

Já pensou em dividir riscos ou somar forças? Empresas de setores diferentes podem se complementar, criar pacotes conjuntos, campanhas cruzadas ou até dividir custos em eventos. Um salão de beleza que indica um restaurante, ambos trabalhando juntos, multiplicam suas chances de sobreviverem ao mesmo tempo.

3. foque no que seu cliente realmente precisa agora

O comportamento do consumidor muda durante a crise. Produtos que eram prioridade perdem a força, enquanto outros ganham espaço. O segredo? Ouvir sem preconceitos e agir rápido.

  • Faça pesquisas rápidas online. Google Forms, Instagram Stories, WhatsApp – são canais simples para perguntar do que o cliente sente falta ou o que faria toda diferença neste momento.
  • Observe as novas dores. Se você vende roupas, que tal enfatizar roupas confortáveis para home-office? Se trabalha com alimentação, pense em embalagens para entrega e combos familiares.
  • Crie versões acessíveis. Produtos ou pacotes “reduzidos”, com preço menor e menos itens, funcionam bem quando orçamento apertou.

Homem e mulher trabalhando juntos em um pequeno escritório com laptop e anotações Empresas que percebem rápido essa mudança de demanda conseguem surpreender. Já vi loja de festas transformando parte do estoque em kits “festa em casa”, aumentando as vendas graças a uma boa escuta ativa.

4. digitalize o máximo possível

Parece óbvio, mas ainda tem muita empresa resistindo ao digital, achando caro ou complicado. A verdade? Hoje, ficar fora da internet é quase como estar invisível. E o melhor de tudo: digitalizar não precisa ser algo gigante.

  • Comece vendendo pelo WhatsApp ou Instagram, se site próprio for um passo distante.
  • Ofereça métodos de pagamento online – cartões, Pix, transferências.
  • Aposte em conteúdo: vídeos curtos, dicas, depoimentos e até bastidores geram engajamento e aproximação.
  • Automatize tarefas repetitivas. Ferramentas gratuitas ajudam a agendar postagens ou responder perguntas frequentes.

Outro ponto: clientes digitais esperam respostas rápidas e personalizadas. Reserve horários para interagir com o público, mostrar que você está presente e atento. Mais do que vender, o digital serve para construir um relacionamento.

Digitalizar é abrir portas para novas oportunidades, não só mudar o canal de venda.

E não precisa ser perfeito, já percebi que gente simpática no atendimento pelo chat ou rede social conquista mais que grandes empresas frias e cheias de processos engessados.

Dona de pequeno negócio usando celular e notebook na cafeteria 5. aposte na inovação acessível

Quando falam em inovação, muita gente imagina robôs, inteligência artificial, drones e milhões em investimento. Mas, na prática, inovar pode ser uma mudança simples no jeito de fazer as coisas.

Adapte produtos e processos

  • Vendas por assinatura de produtos de consumo frequente, como padarias vendendo “kit semanal”.
  • Ofereça combos de produtos ou serviços que facilitam a vida do cliente.
  • Teste períodos de experimentação grátis de algo novo ou exclusivo.
  • Crie parcerias para agregar ofertas sem elevar preço final.

Uma visão inovadora pode nascer de conversas dentro da equipe, de observar concorrentes ou trocar ideias na comunidade local. Um bom exemplo: um restaurante, com queda no salão, criou marmitas fitness exclusivas e atraiu um novo público. Inovação, muitas vezes, só precisa de “olhar fresco”.

Erro rápido, aprendizado mais rápido ainda

Na busca pelo novo, erros vão acontecer. Aceite. O segredo não é acertar sempre, mas sim agir, corrigir e tentar de novo. Empresas que crescem em crises são corajosas para testar pequenas mudanças sem esperar resultados garantidos. Às vezes, só experimentando é possível encontrar um novo nicho.

Mudar o caminho é menos arriscado do que ficar parado esperando que a tempestade passe.

6. use dados para decidir melhor (mesmo sem ser especialista)

Muita gente se assusta com o termo “dados”, achando que é coisa de gigante, mas qualquer um pode se apoiar em fatos para tomar decisões mais sólidas.

Como começar de forma simples?

  • Registre todas as vendas, mesmo as pequenas, e observe tendências semanais e mensais.
  • Monitore o que gera mais retorno: qual produto vende mais? Que serviço tem mais feedback positivo?
  • Observe o fluxo de caixa e crie projeções: quanto entra, quanto sai, o que é recorrente?
  • Anote reclamações e sugestões dos clientes para identificar padrões.

Isso ajuda a responder perguntas simples, mas muito poderosas, como: “Estou gastando mais do que deveria?” ou “Por que as vendas caíram neste mês?”. Use planilhas básicas, aplicativos gratuitos ou cadernos, se preferir.

Decidir com base em intuição pode parecer mais fácil, mas uma crise dura exige clareza. Por isso, reunir dados torna o dia a dia mais previsível.

Gestora analisando gráficos financeiros em desktop em ambiente moderno 7. invista em aprendizado contínuo (para você e sua equipe)

Crises deixam todo mundo inseguro, mas abrem janelas para aprender o que nunca dava tempo antes. O conhecimento, mesmo básico, acende novas ideias e cria soluções criativas. Aprender não precisa ser caro nem demorado. O segredo? Ser curioso(a) e dedicado(a) em trocar experiências.

Onde buscar aprendizado acessível?

  • Webinars gratuitos de empresas, universidades e consultorias reconhecidas.
  • Grupos de discussão em redes sociais e fóruns de profissionais.
  • Tutoriais no YouTube e podcasts sobre negócios.
  • Mentorias voluntárias ou trocas de experiência com parceiros.

A troca entre equipes e colegas vale ouro. O que alguém testou, errou e aprendeu pode poupar meses de tentativa e erro dos demais. Incentive todos a compartilhar dores e conquistas, não só no alto escalão, mas também no operacional. Essa proximidade fortalece vínculos e acelera a adaptação.

Quem aprende rápido sobrevive. Quem compartilha o que aprende, cresce junto.

Equipe reunida sorrindo em mesa de reunião moderna Um olhar para o futuro: e se a crise nunca acabar?

Talvez o cenário não volte tão cedo ao “normal”. E, sinceramente, quem define o que é normal? Empresas e pessoas resilientes entendem que o crescimento vem mais de dentro do que de fora. Não são as condições que definem o destino – mas as atitudes diante dessas condições.

Muitas organizações resistem, sobrevivem, mas há quem prospere. A diferença está na adaptação, na escuta, em agir mesmo com medo, e recusar a imobilidade.

  • Pense diferente: e se a crise fosse permanente? Que hábitos, processos ou parcerias continuariam válidas?
  • Crie “margens de manobra”: sempre reserve recursos (tempo, dinheiro, energia) para o inesperado.
  • Compartilhe conquistas e aprendizados, mesmo pequenos.

Crescer na crise exige persistência e humildade. E, claro, atitude. Mas é assim que grandes cases nascem, mesmo longe dos holofotes.

Não espere o cenário melhorar para crescer. Cresça para melhorar o seu cenário.

Resumindo: por onde começar agora?

  • Observe e questione seus custos: o que pode sair sem mexer no valor entregue?
  • Foque em pessoas e relacionamentos: empatia vende mais que desconto.
  • Escute seu cliente: mudanças de hábito pedem respostas rápidas.
  • Digitalize, mesmo com passos pequenos: presença online multiplica conexões.
  • Teste ideias novas, sem medo de ajustes.
  • Confie em dados do cotidiano para não depender só do “achismo”.
  • Mantenha o aprendizado como rotina: crise não pausa conhecimento.

Transformar dificuldade em trampolim requer atitude. Todo passo conta, e o crescimento em tempos difíceis é feito de pequenas e constantes adaptações. Talvez o caminho não seja linear, às vezes é até cansativo, mas existe. E, se tiver dúvidas, pare e tente ver o cenário sob outra ótica. Uma crise pode ser justamente o período que faltava para se destacar quando todos ao redor recuam.

Então, respire fundo, analise, converse muito e siga em frente. Porque crescer em períodos de crise é – talvez – o maior diferencial de quem vai sobrar de pé para contar história depois.

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